#DOBREntrevista: Jeremy Sande, de Deepwater Horizon

2016 mal começou e já sabemos que Deepwater Horizon está na lista dos filmes mais esperados do ano. O longa, baseado em fatos reais, relata a explosão de uma plataforma de petróleo localizada no Golfo do México, em 2010, que causou a morte de 11 operários e provocou um dos maiores desastres ambientais da história. Dylan O’Brien interpretará Caleb Holloway, um dos trabalhadores que sobreviveram à tragédia – clique aqui para saber mais sobre o personagem e a plataforma.

Enquanto esperamos pela estreia do filme, prevista para setembro, o Dylan O’Brien Brasil conversou com Jeremy Sande, ator que viverá Adam Weise nas telonas, e traz com exclusividade algumas curiosidades sobre Deepwater Horizon, além de uma foto em primeira mão! Jeremy passou 3 meses ao lado de Dylan e o restante do elenco em New Orleans para as gravações e foi muito simpático conosco, se mostrando muito ansioso para ver o resultado de tanto trabalho, assim como nós! Vamos lá?

Como é trabalhar com o Dylan? Você se lembra de algo engraçado que aconteceu durante as gravações?

Ele é um cara muito descontraído. Me diverti muito no set. O personagem dele (Caleb Holloway) e o meu personagem (Adam Weise) eram bons amigos na plataforma. Adam infelizmente não sobreviveu ao acidente. Dylan e eu ficávamos brincando quando não estávamos filmando, então era muito fácil se sentir confortável um com o outro quando as câmeras estavam ligadas. São tantas histórias que eu não sei qual se destaca. Mas eu me lembro dessa vez em que Henry Frost, Dylan e eu estávamos brincando… Dylan estava agindo como se estivesse andando pelo set “golpeando moscas imaginárias”. E Henry e eu não conseguíamos parar de rir. Nós nem reparamos, até que nos viramos e percebemos que havia uma câmera sobre os nossos ombros. Nem preciso dizer que não acho que essa cena vai aparecer no filme. (Risos)

Mas nós esperamos que essa cena apareça nos extras do DVD!

Haha! Nunca se sabe…

Conte-nos mais sobre os personagens que vocês interpretaram. Você me contou que Caleb e Adam eram bons amigos… Como vocês se prepararam para interpretá-los? Houve algum tipo de treinamento por causa da plataforma?

Sim. Na verdade, nós participamos de um “Roughneck Bootcamp” na semana que antecedeu as filmagens. Nós aprendemos qual era o nosso trabalho na plataforma, as ferramentas que usaríamos, a terminologia que usaríamos e o que isso significava. Basicamente, só nos familiarizando com as tarefas para que fosse mais natural quando as câmeras estivessem ligadas.

Legal! Parece interessante… E qual foi a cena que vocês tiveram mais dificuldade para gravar?

Meu personagem é Adam Weise. Ele foi um dos 11 que faleceram na plataforma naquele dia. Caleb foi um dos sobreviventes, então poder conversar e sair com ele foi uma experiência incrível. Ótimo rapaz. Especialmente viver uma tragédia como essa. O momento mais difícil (não filmando) foi conhecer as famílias dos rapazes que morreram. Foram tantas emoções aquele dia no set. Isso realmente pressionou alguns de nós para garantir que essa história seria contada com o melhor da nossa capacidade. Quanto à “cena mais difícil” de gravar… Não houve exatamente uma cena difícil, por assim dizer, mas assim que começamos a trabalhar nas cenas pós-explosão, foram todas intensas. Pareceu que ficamos cobertos de lama por duas semanas inteiras. Foram tantos banhos. Tanta lama. Haha – mas tudo valeu a pena.

Aposto que foi muito emocionante… Nós lemos muito sobre a tragédia e sobre Caleb, assistimos a documentários, depois fizemos um artigo para informar os fãs a respeito da história por trás do filme e até choramos! [A tragédia] foi enorme.

Sim, foi mesmo. E o negócio foi que a mídia basicamente escondeu os 11 que perderam suas vidas. Era tudo sobre dinheiro e meio ambiente. Eu aprendi muito sobre aquilo tudo enquanto estava no set.

O filme tem um grande elenco e um ótimo diretor, é uma produção imensa. O que as pessoas podem esperar de Deepwater Horizon? Como você se sente contando uma história real nos cinemas?

Como em qualquer filme, o que o público leva daquilo depende de cada um. Mas para nós, envolvidos, estávamos contando a história dos homens na plataforma. Suas vidas, suas experiências. Então espero que possamos lançar um pouco de luz no que realmente aconteceu aquele dia. Sou ator quase a vida inteira. Comecei no palco do teatro comunitário em Meridian, Mississippi. Eu passei para os filmes há cerca de 5 anos. Mas essa foi a minha primeira experiência representando uma pessoa real. Tem muita pressão, mas com toda a informação que a produção nos passou, junto com a possibilidade de interagir tanto com Holloway, estou muito empolgado para ver onde me encaixo nesse quebra-cabeças. Foi, definitivamente, a melhor experiência da minha carreira até hoje.

Você provavelmente tirou alguma foto com o Dylan durante as gravações. Poderia mostrar em primeira mão aos fãs brasileiros?

Deixa eu ver se consigo achar uma que seria aprovada pelo O’Brien… Haha

Para finalizar a entrevista: você poderia mandar um recado para o público brasileiro? Como te falamos, mal podemos esperar para assistir ao filme!

Muito obrigado pela minha primeira “entrevista internacional” haha! Espero que todos assistam ao filme. Tem um ótimo diretor e um elenco incrível. Mesmo que você só esteja procurando por um lançamento legal, lembre-se de que essa é uma história que está sendo contada em homenagem àqueles onze homens que não estão mais conosco.

English version:

How is it to work with Dylan? Do you remember anything funny that happened during filming?

He’s a really laid back guy. And a lot of fun on set. His character (Caleb Holloway) and my character (Adam Weise) were good friends on the rig. Adam unfortunately didn’t survive the accident. Dylan and I would just goof around when we weren’t filming, so it was real easy to feel comfortable around each other when the cameras were rolling. There are so many stories I don’t really know one that just stands out. But I remember this one shot where Henry Frost, Dylan and myself were joking around… Dylan was acting like he was walking around set “swatting imaginary flies”. And Henry and I couldn’t stop laughing. We didn’t think anything of it, until we turned around and realized that there was a camera looking right over our shoulders. Needless to say, I don’t think that take will make it into the final film. Lol.

We do hope that take make it into the DVD extras!

Haha! Ya never know…

Tell us more about the characters you guys played. You told me Caleb and Adam were good friends… How did you guys prepare to play them? Was there like a training because of the rig stuff or something?

Yes. We actually attended an “Roughneck Bootcamp” the week prior to us starting to film. We learned about what our job was on the rig. The tools we would use. Terminology we would use and what it meant. Basically just familiarizing us with the tasks so when the cameras were rolling it would be second nature.

Cool! It sounds interesting… And what was the hardest scene to shoot?

My character was Adam Weise. He was one of the eleven that perished on the rig that day. Caleb was one of the survivors so being able to talk and hang out with him was an incredible experience. Great guy. Especially to live through such a tragedy like that. The hardest moment (not filming) was actually meeting the families of the guys that were killed. There were so many emotions that day on set. It really put the pressure on a few of us to make sure that this story was told to the best of our ability. As far as “toughest scene” to shoot… There wasn’t really a hard scene, per say, but once we started working on the scenes after the blowout it was all intense. It seemed like we were covered in mud for two solid weeks. So many showers. So much mud. Haha – but all completely worth it.

I bet it was really emotional… We read a lot about the tragedy and Caleb, watched documentaries and stuff and then we wrote an article to inform the fans about the story behind the movie and I was like… Crying! It was so huge.

Yeah, it was. And the thing of it all is that the media basically washed over the 11 who lost their lives. It was all about the money and environment. I learned so much about the whole thing while I was on set.

So… The movie has a great cast and a great director, it’s a big production. What can people expect from Deepwater Horizon? How do you feel telling a real story in theaters?

As with any film, what the audience takes away from it depends on the audience member. But for us involved, we were telling the story about the men on the rig. Their lives, their experience. So hopefully we can shed some light on what really happened on that day. I’ve been an actor almost my whole life. I got my start being on stage at my community theatre in Meridian, MS. I transitioned over to film about five years ago. But this was my first experience portraying a real person. There is a ton of pressure, but I feel like with all of the information that production gave us coupled with getting to interact so much with Holloway, I’m pretty excited to see where I fit in this puzzle. It was definitely the greatest experience of my career to date.

You probably took a picture with Dylan during filming. Could you give it a first look to the brazilian fans?

Lemme see if I can find one that would be “O’Brien” approved… Haha

To finish the interview: could you send a message to the brazilian audience? As I told you, we can’t wait to watch the movie!

Thanks so much for my first “international interview” haha! I hope everyone will come out and watch the movie. It has a great director, amazing cast and crew. Even if you’re just looking forward to a cool new movie, keep in mind that this is a story that is being told for those eleven men that are no longer with us.

E aí, o que acharam? Deepwater Horizon estará entre nós no segundo semestre de 2016. Até lá, acompanhe todas as novidades do filme com o Dylan O’Brien Brasil!