Horizonte Profundo repercute na imprensa brasileira


O novo filme de Dylan O’Brien, Horizonte Profundo: Desastre no Golfo, estreou em 270 salas de cinemas do Brasil, no dia 10 de novembro, e já obteve uma marca expressiva na sua primeira semana, destacando-se como uma das maiores estreias.

O filme, baseado em fatos reais, conta a história do maior maior vazamento de petróleo da história dos Estados Unidos e retrata a luta por sobrevivência de um grupo de trabalhadores de uma plataforma de petróleo no Golfo do México após um acidente. O’Brien interpreta Caleb Holloway, o membro mais jovem da tripulação, que sobrevive ao incêndio, no entanto, fica devastado por perder a maioria de seus companheiros.

A imprensa nacional repercutiu o lançamento do filme, listamos abaixo alguns sites que publicaram críticas sobre o assunto:

CINEPOP

A nova superprodução dirigida pelo cineasta Peter Berg mantém vivo o espírito original do cinema catástrofe, dando um enfoque mais dramático ao desastre, mas não se libertando de rótulos como “espetáculo”. Esse é um blockbuster, mas um que fala de uma tragédia real e a trata com o respeito merecido. Na tradição de um bom filme do subgênero, nomes como Dylan O’Brien se amontoam entre os sobreviventes e as vítimas. Além da parte técnica impecável, o roteiro de Matthew Sand e do eficiente Matthew Michael Carnahan cria bons momentos, salientando a tensão de cenas chave, entregando bons diálogos e desenvolvimento de personagens acima do esperado para produções deste tipo. A interação dos personagens, mais do que as cenas apoteóticas, é o verdadeiro cerne aqui, realizado de forma bem humana.

GUIA FOLHA DE SÃO PAULO

“Horizonte Profundo – Desastre no Golfo” é uma das boas surpresas da temporada porque não é uma coisa nem outra. Trata-se de um filme sério e intenso, no qual boas intenções se convertem em espetáculo cinematográfico. O grande mérito de Berg é não exagerar nas tintas. Seus personagens não fazem peripécias sobre-humanas, ninguém ali é um James Bond. Eles escalam estruturas tomadas pelo fogo porque simplesmente não há outra alternativa para tentar sobreviver. O filme acrescenta uma dose de engajamento ecológico que não compromete sua missão de entretenimento.

ADORO CINEMA

Uma produção que surpreende pela riqueza de detalhes com que reconstrói a tragédia, mas também um tanto presa a fórmulas, o que pode dificultar a experiência de imersão do espectador. É o formato de roteiro clássico, em três atos, usado para recontar a história real do dia em que a plataforma Deepwater Horizon (título original do filme) explodiu em 2010 no Golfo do México, nos Estados Unidos, deixando 11 mortos e um rastro de destruição ecológica sem precedentes na história da extração do óleo.

O que interessa, para o diretor, é combinar a reconstituição técnica, em si, do ocorrido, com o drama pessoal daqueles trabalhadores. Nessa intenção, a primeira parte da obra tem como função, apresentar os laços de ligação entre os personagens. E, num segundo momento, remontar a sequência de fogos, explosões e lama jorrando o linguajar especializado na poltrona do público. Há um desequilíbrio.

VEJA

O desastre na Deepwater Horizon, localizada no Golfo do México, causou a morte de 11 funcionários e um incêndio de dois dias. Esta história real é a base do filme Horizonte Profundo, o seu roteiro apresenta um pouco das vidas dos personagens em terra firme, antes de acompanhar o embarque em alto-mar e todo o desastre que se sucederá rapidamente.

Quando as explosões acontecem é que o filme realmente engrena, e o espectador fica preso pelo suspense da carnificina inflamável e as cenas de resgate. Horizonte Profundo funciona como um thriller de ação, com as explosões de fogo e lama, e infinitos perigos em um espaço confinado. No meio de todo caos, nenhum drama pessoal dos personagens importa mais, pois tudo que se deseja ver é como eles vão conseguir sair vivos daquele inferno em alto-mar, o mais depressa possível.

Outro intuito do filme é deixar os espectadores enfurecidos com a insensatez da burocracia da empresa petrolífera. Fica claro o propósito dos roteiristas em culpar a ganância da indústria petrolífera por tudo de ruim que aconteceu naquele dia, inclusive as mortes, que recebem uma homenagem justa ao final dos créditos.

Ao que tudo indica, não fomos os únicos a perder o fôlego com a poderosa história e crítica social que o filme retrata, a partir da reconstrução de uma catástrofe que tirou a vida de onze funcionários e que deixou consequências ambientais até os dias de hoje.

Essa matéria foi escrita e adaptada pelo Dylan O’Brien Brasil.
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Publicado por Amanda Barcellos em 15.11