Dylan O’Brien fala dos finais de “Teen Wolf” e “Maze Runner” e da importância de “O Assassino” com o site Moviefone

Graças a divulgação de seu novo filme, “O Assassino”, Dylan O’Brien tem concedido muitas entrevistas e hoje trazemos para vocês a conversa que ele teve com Drew Taylor do site Moviefone.

Entre muitos assuntos discutidos, o ator fala sobre como é finalizar dois trabalhos importantes de sua carreira (Teen Wolf e Maze Runner) enquanto se prepara para uma futura nova franquia agora que começa uma nova era de sua carreira. Dylan também fala de sua forte conexão com o personagem Mitch Rapp e como sua filosofia para gravar cenas de ação mudou depois do acidente que sofreu em 2016.

Confira abaixo a tradução da matéria feita pela equipe DOBR:

Dylan O’Brien está passando por mudanças na carreira recentemente. Sua amada série Teen Wolf vai terminar no dia 24 de setembro, depois de seis fortes temporadas (ele interpretou Stiles, o personagem foi originalmente interpretado por Jerry Lavine no filme original). No ano que vem, a trilogia Maze Runner termina com o último filme “A Cura Mortal”, filme que foi adiado por causa do acidente que Dylan sofreu no set de filmagens.

Mas como diz o ditado, toda porta que fecha abre uma nova e nessa semana as manchetes dizem que O’Brien tem a possibilidade de conquistar outra franquia com American Assassin. Baseado nos livros de Vince Flynn que focam no espião Mitch Rapp, esse filme nos mostra a origem do personagem, sua jornada de um jovem ferido a alguém disposto a enfrentar várias ameaças terroristas.

Em um dia de entrevistas para o filme, nós sentamos com Dylan O’Brien para conversar sobre seu acidente, final de Teen Wolf e Maze Runner, e sobre o que ele aprendeu com seu co-star Michael Keaton.

Moviefone: Junto com “Maze Runner” esse é o seu segundo filme baseado em uma série de livros muito popular.

Dylan: Sim. Eu continuo fazendo-os.

Moviefone: Existe alguma hesitação antes de assinar o contrato?

Dylan: Não, não por esse motivo. Para mim a decisão sempre é tomada se eu quero mergulhar no personagem, se eu quero ser o cara que conta essa história, se eu achar que o script e a história são fortes, se eu achar que o cineasta é forte. É tudo menos isso, na verdade. Então você começa a dar entrevistas e percebe, uau, eu espero que as pessoas gostem disso.

Moviefone: A outra coisa é claro, que você pode ficar fazendo isso por um bom tempo.

Dylan: Sim. Eu não estou completamente preso. Eu acho que assinar com a Marvel é bem pior. Pode ter mais alguns filmes, mas eu tenho controle sobre isso também.

Moviefone: Tem alguma coisa divertida sobre isso também? Quase parece voltar para a escola, tipo, “Agora é a hora de fazer outro Maze Runner.”

Dylan: Sim, totalmente. Interpretar um personagem por um certo tempo sempre é um prazer, especialmente se você gosta do personagem. Você se liga a ele de uma maneira. Eu senti isso com Stiles, o personagem de Teen Wolf que interpreto – e meu personagem de Maze Runner também. Fica um pouco sentimental quando você se despede deles, tipo, “Oh, uau, esse é meu último dia de filmagens como esse cara.”

Moviefone: Você já acabou com Teen Wolf, certo?

Dylan: E Maze Runner.

Moviefone: Foi emocionante?

Dylan: Sim, absolutamente. Cai a ficha. Com Teen Wolf eu sempre estive consciente disso. Temporada a temporada, nós não sabíamos se iríamos voltar no próximo ano. Então eu me acostumei com isso. Sempre foi “Bom, pode ser isso”. Eu não poderia estar mais feliz com o tempo que durou, o sucesso da série realmente foi inacreditável. Tem tantas pessoas que eu amo de verdade agora que fizeram parte desse processo. Foi uma coisa incrível para todo mundo. E Maze Runner também. Está muito próximo do meu coração. Eu estou muito feliz de terminar de uma maneira positiva, mas sempre é triste.

Moviefone: Apesar de talvez não ter se preocupado com os fãs, quando você conseguiu o papel em O Assassino, você leu vários livros da série? Como foi esse processo para você?

Dylan: Eu li o livro que estamos fazendo, obviamente. Eu meio que sabia pelos dez primeiros livros onde você acompanha o personagem como um homem totalmente adulto que ele era bruto. Eu acho que ele tem um pescoço mais grosso que o meu e um corpo mais forte. Eu estava receoso com esse aspecto, mas me ajustei mais para o que via ele fazendo, que agora passa por mim. O que foi mais interessante para mim foi a história emocional que ele enfrenta. Mas você meio que não vê isso, de certa forma. Eu gostei que o físico e a dureza viessem como uma guarda. Não é o principal, necessariamente, mas é sua maneira de lidar com a dor que está dentro dele.

Moviefone: Você teve muitas cenas de ação nesse filme e você se machucou fazendo cenas de ação. É tão bom ver que você está bem.

Dylan: Aw, Obrigado.

Moviefone: Isso pareceu que foi um acidente muito sério.

Dylan: Sim, foi muito sério.

Moviefone: Você teve alguma resistência quando assinou contrato para um filme que teria muitas cenas de ação?

Dylan: Sim, absolutamente. Eu me afastei disso tudo no início. Quando você passa por algo como isso, é algo muito assustador e eu tive sorte de me recuperar. Tudo, dentro de mim, por meses, estava mandando me afastar dessas coisas. Foi a coisa mais difícil que eu já passei na vida. Teve muita ansiedade. Por muito tempo, eu estava por fora. Eu estava lidando com outras coisas e não queria pensar em trabalho. Mas, ao mesmo tempo, eu não queria me desligar. Eu também pensei que isso seria bom para mim, apesar de por dentro está gritando “não, absolutamente não.”

Eventualmente, você tem que enfrentar e esse é o único jeito que você consegue superar. Eu estou muito feliz que resolvi continuar com esse filme. E nós fizemos da maneira certa, principalmente por causa do que aconteceu comigo. Nós tivemos que ter cuidado com algumas coisas e eu certamente tinha algumas restrições.

Mas, ultimamente, foi uma boa coisa por que motivou todo mundo a fazer isso na maneira certa. Quando você está lidando com coisas assim em um set de filmagens – e eu sempre irei falar isso após passar pelo o que eu passei – segurança é primordial. Eu acho que algumas vezes isso se perde um pouco, as pessoas se perdem naquele pequeno mundo quando você está em um set de filmagens, você está fingindo que é verdade, mas tudo é falso. As pessoas podem se machucar – e você está lidando com coisas muito sérias.

Agora eu lido com isso de forma diferente. Eu sou muito cuidadoso com as cenas de ação que me pedem para fazer e eu acho que não preciso fazer algo que eu não estou confortável. É bom as pessoas estarem conscientes disso e fazerem uma gravação segura, que foi o que fizemos.

Moviefone: Você foi capaz de usar essa experiência para o seu personagem? Obviamente, ele se machuca no início do filme e tem que se recuperar.

Dylan: Em diversas maneiras, existem alguns paralelos comigo. O motivo porque eu não queria deixar esse filme foi por que eu me sentia mais conectado com esse cara do que antes. Obviamente, não passei pela mesma coisa, mas eu tive muito para processar estava descobrindo coisas sobre esse cara que eu não teria descoberto. Tinham coisas que eu queria implementar no seu visual, que descobri durante a recuperação do acidente. Tem tantas coisas acontecendo na sua cabeça que você não irá cortar o cabelo. Sua rotina é interrompida e você percebe que se passaram meses e você não fez a barba ou cortou o cabelo. Eu acho que entendi esse personagem.

Moviefone: Mas, você ainda conseguiu se divertir? Parece que treinamento de luta pode ser divertido.

Dylan: Absolutamente. E é muito tranquilizador também. Um treinamento como esse é muito bom para a sua mente, posso ver por que as pessoas ficam viciadas. Eu entendo que é muito bom para você e não apenas fisicamente. Provavelmente foi isso que mais me surpreendeu sobre o treinamento – foi muito bom para mim em uma época que eu precisava.

Moviefone: A transformação física foi parte do apelo do personagem?

Dylan: Sim, eu tentei fazer aquela transformação o máximo que pude. Eu iria amar fazer igual a Tom Hanks, se preparar por seis meses para “Cast Away”, mas não é assim que as coisas funcionam hoje em dia, Eu comecei o filme na melhor forma física que consegui em dois meses e tentei manter o máximo possível. Em seguida, eu parei de treinar no último mês, em preparação para fazer a cena inicial no final. Eu tinha que perder o máximo possível naquele tempo. Eu queria que fosse um salto de tempo. Até onde a autenticidade do filme vai, e a história – se ele acordar 18 meses depois e ver que a forma que ele está e ter uma ideia do que ele está fazendo desde o que aconteceu. Eu espero que isso seja percebido.

Moviefone: Como foi trabalhar com Michael Keaton? Você o assistia e pegava dicas?

Dylan: Sim, eu acho que atores mais novos fazem isso muito porque, para mim, é fascinante ver um cara que você assiste desde sempre e a quantidade de atuações que você viu dele que você acha que são brilhantes, então é realmente brilhante ver como eles alcançam isso. Você quer ver como é o processo, pode ser qualquer versão disso. Todas as vezes que trabalhei com caras que são muito proeminentes, atores produtivos, eu sempre observo como eles são. Keaton é engraçado. Ele tem sido ótimo por tantas décadas e não é um psicopata. Você pode atingir essa grandeza sendo inteligente e possuindo uma boa ética de trabalho e ainda ser um bom ser humano. Esse é o fato principal que aprendi observando ele.

Moviefone: Esse filme é definitivamente um filme de espião. Você tem algum favorito?

Dylan: True Lies, esse deve ser meu filme de espião favorito. É um clássico.

Moviefone: Se essa franquia continuar, você tem opinião sobre o personagem ou sugeriu o próximo livro para adaptar?

Dylan: Eu tenho que dar crédito a Michael Cuesta. Ele nos permite contribuir. Eu não acho que outro diretor iria me tolerar com sete páginas de anotações. E escutar e estar aberto a todas as anotações, eu não poderia estar mais grato. Então, se todos nós assinarmos para fazer isso de novo eu iria fazer parte disso, em termos de processo de desenvolvimento.

A cada nova entrevista vemos o quanto esse filme significa para o nosso querido Dylan, portanto apoiem O Assassino: O Primeiro Alvo, que estreia no cinemas brasileiros em 21 de setembro, pela distribuidora e nossa parceira, Paris Filmes.