Publicado em 20, set às 2:14
“Eu amei Stiles desde que li o script do piloto” – diz Dylan O’Brien em nova entrevista sobre o fim de Teen Wolf

Teen Wolf chegará ao fim nesse domingo, dia 24 de setembro, e por esse motivo a Entertainment Weekly entrevistou Dylan O’Brien e Tyler Posey, onde eles comentaram sobre essa longa jornada que foi a série. Confira a entrevista completa:

No coração das seis temporadas de Teen Wolf com vilões supernaturais, reviravoltas inesperadas, romance e jogos de lacrosse, sempre teve duas pessoas: Scott e Stiles. Juntos, eles foram procurar um corpo na floresta na noite que Scott foi mordido. Juntos, eles lutaram contra Peter, Gerard, Deucalion, Kate, Peter (outra vez), e uma lista longa de vilões que tentaram machucar os moradores de Beacon Hills. E juntos, eles irão se despedir quando a series finale de Teen Wolf for ao ar, dia 24 de setembro 20h na MTV.

EW conversou com os atores que interpretam Scott e Stiles – e amigos na vida real- Tyler Posey e Dylan O’Brien conversam sobre seu tempo na série de sucesso.

EW: Em qual ponto vocês souberam que a série funcionaria, que iria virar um grande sucesso?

Tyler Posey: Eu tinha uma intuição quando nós começamos. Durante o piloto, sempre pareceu certo, sempre pareceu bom. Tinha algo sobre isso que realmente parecia interessante e seu sucesso não foi uma surpresa para mim. Eu sempre fui grato por tudo então eu sempre estive animado, mas nunca foi uma surpresa. Eu diria que na segunda Comic Con, onde nós tivemos uma casa cheia, aquela foi a primeira vez que eu realmente senti que nós tínhamos um impacto e que estávamos fazendo algo legal.

Dylan O’Brien: Quando eu assisti a primeira temporada, sabia que iria funcionar, eu senti que o show tinha potencial. Quando você trabalha em algo onde você tem química com a equipe e o elenco, essas coisas tendem a se transformar em algo positivo. Isso passa para a tela. Se você tem algo bom nos bastidores, você terá algo bom nas cenas. Quando eu assisti a primeira temporada, eu estava muito orgulhoso do que nós fizemos e como a temporada aconteceu. Eu achei que a história foi muito boa também e tinha muito para amar sobre a série – era engraçada, assustadora, era romântica. Eu estava tipo “Oh, sim, nós totalmente vamos conseguir uma segunda temporada.” E continuou a partir disso. Era uma coisa que eu sempre quis continuar e é incrível o tempo que durou.

Posey: Nunca parou.

EW: O que sobre esses personagens e esse mundo te manteve interessado por esses anos?

Posey: Quando você interpreta um personagem por tanto tempo é fácil ficar desmotivado e isso se torna normal e rotina. Para mim, a maneira que eu fiz ficar interessante e novo foi: os cenários e a escrita eram tão exagerados e tão irrealista que era um desafio para mim tornar o mais realista possível. Isso que, realmente, manteve novo. E constantemente tentando mudar meu personagem de maneira sútil, crescendo ele e deixando ele maduro – isso deixou divertido.

EW: Para você Dylan, especialmente na última temporada, teve que organizar outros compromissos para conseguir fazer parte do show. Porque era tão importante para você continuar voltando para a série?

O’Brien: Foi meu primeiro papel. Eu amei Stiles desde que li o script do piloto e ao decorrer da série eu só me aproximei dele. Eu amava tudo que ele teve que passar, tudo que Jeff escreveu para mim, isso deixava excitante. Então, eu não perderia isso pelo mundo. Eu sempre fiz tudo que o possível para fazer parte desse show quando eu podia, especialmente perto do final quando ficou difícil com tudo que estava acontecendo. Durante a série, sempre esteve na minha mente que isso não iria durar para sempre e que eu realmente iria sentir falta quando acabasse, então eu sempre tive consciência disso. Eu queria aproveitar enquanto durasse e aproveitar trabalhar com T Pose enquanto durava por que nós sempre amamos trabalhar juntos, desde o primeiro dia e nós nos divertimos muito na série. Nós construímos uma amizade para a vida inteira, ele é um dos meus melhores amigos. Então eu sempre soube o quanto isso era especial para mim. Eu queria continuar enquanto estava no ar.

EW: Quando foi a melhor fase da série?

Posey: Pela história, eu acho que foi a primeira temporada. A 1ª temporada teve uma história simples, identificável que também tinha diversão, aventura, lidava com sexo, romance, terror. Nós estávamos começando a mergulhar nisso tudo. Todas temporadas de Teen Wolf foram muito legais, excitantes e únicas, mas tem algo sobre a primeira temporada em relação a história que eu acho que foi a mais legal. Obviamente, nós nos tornamos uma série melhor, tanto nos aspectos visuais quanto na direção e escrita. Nós éramos cineastas perto do final, mas a primeira temporada foi muito doce, uma história simples. Eu amava. Eu achava fofo.

O’Brien: Eu sempre achei que a série era melhor quando era engraçada. Todas as vezes que tiramos vantagem do humor e interpretamos nessa direção era mais divertido. Isso era a cola da série, de certa maneira, por que era o que deixava o resto divertido de assistir. É divertido quando é assustador e você se importa mais quando você vê essas crianças em perigo, ou você só dá risada. Eu acho que dar risada é uma parte da série, mesmo quando é assustador. Humor e terror estão linkados desse jeito.

EW: Você está satisfeito com o final do seu personagem?

O’Brien: Nessa situação, não era sobre isso. Era mais sobre ter nossos últimos dias no set juntos e nossos diretores e nossa equipe que ficamos tão próximos. Foi quase nostálgico – todo mundo celebrando o final desses anos que tivemos juntos.

Posey: Isso foi totalmente o que aconteceu. Eu acho que nós meio que nos despedimos dos personagens há um tempinho e o último dia foi realmente para nós e foi muito nostálgico.

O’Brien: Nós estávamos antecipando isso por um tempo então nós passamos . Nós estávamos cientes que eventualmente iria acabar e nós sempre quisemos aproveitar então o foi divertido fazer o último episódio por uma última vez. Não importa totalmente para mim o que aconteceu.

Posey: Foi apenas divertido

Tradução: Equipe Dylan O’Brien Brasil

Publicado em 16, set às 17:36
Dylan O’Brien fala dos finais de “Teen Wolf” e “Maze Runner” e da importância de “O Assassino” com o site Moviefone

Graças a divulgação de seu novo filme, “O Assassino”, Dylan O’Brien tem concedido muitas entrevistas e hoje trazemos para vocês a conversa que ele teve com Drew Taylor do site Moviefone.

Entre muitos assuntos discutidos, o ator fala sobre como é finalizar dois trabalhos importantes de sua carreira (Teen Wolf e Maze Runner) enquanto se prepara para uma futura nova franquia agora que começa uma nova era de sua carreira. Dylan também fala de sua forte conexão com o personagem Mitch Rapp e como sua filosofia para gravar cenas de ação mudou depois do acidente que sofreu em 2016.

Confira abaixo a tradução da matéria feita pela equipe DOBR:

Dylan O’Brien está passando por mudanças na carreira recentemente. Sua amada série Teen Wolf vai terminar no dia 24 de setembro, depois de seis fortes temporadas (ele interpretou Stiles, o personagem foi originalmente interpretado por Jerry Lavine no filme original). No ano que vem, a trilogia Maze Runner termina com o último filme “A Cura Mortal”, filme que foi adiado por causa do acidente que Dylan sofreu no set de filmagens.

Mas como diz o ditado, toda porta que fecha abre uma nova e nessa semana as manchetes dizem que O’Brien tem a possibilidade de conquistar outra franquia com American Assassin. Baseado nos livros de Vince Flynn que focam no espião Mitch Rapp, esse filme nos mostra a origem do personagem, sua jornada de um jovem ferido a alguém disposto a enfrentar várias ameaças terroristas.

Em um dia de entrevistas para o filme, nós sentamos com Dylan O’Brien para conversar sobre seu acidente, final de Teen Wolf e Maze Runner, e sobre o que ele aprendeu com seu co-star Michael Keaton.

Moviefone: Junto com “Maze Runner” esse é o seu segundo filme baseado em uma série de livros muito popular.

Dylan: Sim. Eu continuo fazendo-os.

Moviefone: Existe alguma hesitação antes de assinar o contrato?

Dylan: Não, não por esse motivo. Para mim a decisão sempre é tomada se eu quero mergulhar no personagem, se eu quero ser o cara que conta essa história, se eu achar que o script e a história são fortes, se eu achar que o cineasta é forte. É tudo menos isso, na verdade. Então você começa a dar entrevistas e percebe, uau, eu espero que as pessoas gostem disso.

Moviefone: A outra coisa é claro, que você pode ficar fazendo isso por um bom tempo.

Dylan: Sim. Eu não estou completamente preso. Eu acho que assinar com a Marvel é bem pior. Pode ter mais alguns filmes, mas eu tenho controle sobre isso também.

Moviefone: Tem alguma coisa divertida sobre isso também? Quase parece voltar para a escola, tipo, “Agora é a hora de fazer outro Maze Runner.”

Dylan: Sim, totalmente. Interpretar um personagem por um certo tempo sempre é um prazer, especialmente se você gosta do personagem. Você se liga a ele de uma maneira. Eu senti isso com Stiles, o personagem de Teen Wolf que interpreto – e meu personagem de Maze Runner também. Fica um pouco sentimental quando você se despede deles, tipo, “Oh, uau, esse é meu último dia de filmagens como esse cara.”

Moviefone: Você já acabou com Teen Wolf, certo?

Dylan: E Maze Runner.

Moviefone: Foi emocionante?

Dylan: Sim, absolutamente. Cai a ficha. Com Teen Wolf eu sempre estive consciente disso. Temporada a temporada, nós não sabíamos se iríamos voltar no próximo ano. Então eu me acostumei com isso. Sempre foi “Bom, pode ser isso”. Eu não poderia estar mais feliz com o tempo que durou, o sucesso da série realmente foi inacreditável. Tem tantas pessoas que eu amo de verdade agora que fizeram parte desse processo. Foi uma coisa incrível para todo mundo. E Maze Runner também. Está muito próximo do meu coração. Eu estou muito feliz de terminar de uma maneira positiva, mas sempre é triste.

Moviefone: Apesar de talvez não ter se preocupado com os fãs, quando você conseguiu o papel em O Assassino, você leu vários livros da série? Como foi esse processo para você?

Dylan: Eu li o livro que estamos fazendo, obviamente. Eu meio que sabia pelos dez primeiros livros onde você acompanha o personagem como um homem totalmente adulto que ele era bruto. Eu acho que ele tem um pescoço mais grosso que o meu e um corpo mais forte. Eu estava receoso com esse aspecto, mas me ajustei mais para o que via ele fazendo, que agora passa por mim. O que foi mais interessante para mim foi a história emocional que ele enfrenta. Mas você meio que não vê isso, de certa forma. Eu gostei que o físico e a dureza viessem como uma guarda. Não é o principal, necessariamente, mas é sua maneira de lidar com a dor que está dentro dele.

Moviefone: Você teve muitas cenas de ação nesse filme e você se machucou fazendo cenas de ação. É tão bom ver que você está bem.

Dylan: Aw, Obrigado.

Moviefone: Isso pareceu que foi um acidente muito sério.

Dylan: Sim, foi muito sério.

Moviefone: Você teve alguma resistência quando assinou contrato para um filme que teria muitas cenas de ação?

Dylan: Sim, absolutamente. Eu me afastei disso tudo no início. Quando você passa por algo como isso, é algo muito assustador e eu tive sorte de me recuperar. Tudo, dentro de mim, por meses, estava mandando me afastar dessas coisas. Foi a coisa mais difícil que eu já passei na vida. Teve muita ansiedade. Por muito tempo, eu estava por fora. Eu estava lidando com outras coisas e não queria pensar em trabalho. Mas, ao mesmo tempo, eu não queria me desligar. Eu também pensei que isso seria bom para mim, apesar de por dentro está gritando “não, absolutamente não.”

Eventualmente, você tem que enfrentar e esse é o único jeito que você consegue superar. Eu estou muito feliz que resolvi continuar com esse filme. E nós fizemos da maneira certa, principalmente por causa do que aconteceu comigo. Nós tivemos que ter cuidado com algumas coisas e eu certamente tinha algumas restrições.

Mas, ultimamente, foi uma boa coisa por que motivou todo mundo a fazer isso na maneira certa. Quando você está lidando com coisas assim em um set de filmagens – e eu sempre irei falar isso após passar pelo o que eu passei – segurança é primordial. Eu acho que algumas vezes isso se perde um pouco, as pessoas se perdem naquele pequeno mundo quando você está em um set de filmagens, você está fingindo que é verdade, mas tudo é falso. As pessoas podem se machucar – e você está lidando com coisas muito sérias.

Agora eu lido com isso de forma diferente. Eu sou muito cuidadoso com as cenas de ação que me pedem para fazer e eu acho que não preciso fazer algo que eu não estou confortável. É bom as pessoas estarem conscientes disso e fazerem uma gravação segura, que foi o que fizemos.

Moviefone: Você foi capaz de usar essa experiência para o seu personagem? Obviamente, ele se machuca no início do filme e tem que se recuperar.

Dylan: Em diversas maneiras, existem alguns paralelos comigo. O motivo porque eu não queria deixar esse filme foi por que eu me sentia mais conectado com esse cara do que antes. Obviamente, não passei pela mesma coisa, mas eu tive muito para processar estava descobrindo coisas sobre esse cara que eu não teria descoberto. Tinham coisas que eu queria implementar no seu visual, que descobri durante a recuperação do acidente. Tem tantas coisas acontecendo na sua cabeça que você não irá cortar o cabelo. Sua rotina é interrompida e você percebe que se passaram meses e você não fez a barba ou cortou o cabelo. Eu acho que entendi esse personagem.

Moviefone: Mas, você ainda conseguiu se divertir? Parece que treinamento de luta pode ser divertido.

Dylan: Absolutamente. E é muito tranquilizador também. Um treinamento como esse é muito bom para a sua mente, posso ver por que as pessoas ficam viciadas. Eu entendo que é muito bom para você e não apenas fisicamente. Provavelmente foi isso que mais me surpreendeu sobre o treinamento – foi muito bom para mim em uma época que eu precisava.

Moviefone: A transformação física foi parte do apelo do personagem?

Dylan: Sim, eu tentei fazer aquela transformação o máximo que pude. Eu iria amar fazer igual a Tom Hanks, se preparar por seis meses para “Cast Away”, mas não é assim que as coisas funcionam hoje em dia, Eu comecei o filme na melhor forma física que consegui em dois meses e tentei manter o máximo possível. Em seguida, eu parei de treinar no último mês, em preparação para fazer a cena inicial no final. Eu tinha que perder o máximo possível naquele tempo. Eu queria que fosse um salto de tempo. Até onde a autenticidade do filme vai, e a história – se ele acordar 18 meses depois e ver que a forma que ele está e ter uma ideia do que ele está fazendo desde o que aconteceu. Eu espero que isso seja percebido.

Moviefone: Como foi trabalhar com Michael Keaton? Você o assistia e pegava dicas?

Dylan: Sim, eu acho que atores mais novos fazem isso muito porque, para mim, é fascinante ver um cara que você assiste desde sempre e a quantidade de atuações que você viu dele que você acha que são brilhantes, então é realmente brilhante ver como eles alcançam isso. Você quer ver como é o processo, pode ser qualquer versão disso. Todas as vezes que trabalhei com caras que são muito proeminentes, atores produtivos, eu sempre observo como eles são. Keaton é engraçado. Ele tem sido ótimo por tantas décadas e não é um psicopata. Você pode atingir essa grandeza sendo inteligente e possuindo uma boa ética de trabalho e ainda ser um bom ser humano. Esse é o fato principal que aprendi observando ele.

Moviefone: Esse filme é definitivamente um filme de espião. Você tem algum favorito?

Dylan: True Lies, esse deve ser meu filme de espião favorito. É um clássico.

Moviefone: Se essa franquia continuar, você tem opinião sobre o personagem ou sugeriu o próximo livro para adaptar?

Dylan: Eu tenho que dar crédito a Michael Cuesta. Ele nos permite contribuir. Eu não acho que outro diretor iria me tolerar com sete páginas de anotações. E escutar e estar aberto a todas as anotações, eu não poderia estar mais grato. Então, se todos nós assinarmos para fazer isso de novo eu iria fazer parte disso, em termos de processo de desenvolvimento.

A cada nova entrevista vemos o quanto esse filme significa para o nosso querido Dylan, portanto apoiem O Assassino: O Primeiro Alvo, que estreia no cinemas brasileiros em 21 de setembro, pela distribuidora e nossa parceira, Paris Filmes.

Publicado em 15, set às 8:48
Dylan O’Brien aprende a falar “um beijo” em prévia de entrevista ao SBT

Em turnê para divulgar seu novo filme, “O Assassino”, Dylan O’Brien conversou com o jornal SBT Brasil, da emissora brasileira SBT. A entrevista ainda não foi ao ar, mas uma prévia foi divulgada, e isso bastou para levar os fãs brasileiros do ator à loucura. Em uma prévia de apenas 6 segundos, Dylan aprende a falar português, especificamente “um beijo”.

E esse português pronunciado perfeitamente?! <3

A entrevista completa irá ao ar no jornal SBT Brasil, no próximo sábado (16), às 19:45 (horário de Brasília). Não perca!

Publicado em 14, set às 18:28
“É um milagre o que eles fizeram” – diz Dylan sobre sua cirurgia de reconstrução facial

Durante a turnê de divulgação de O Assassino: O Primeiro Alvo, Dylan O’Brien tem dado entrevistas contando sobre o período mais difícil de sua vida: sua recuperação após o acidente no set de A Cura Mortal em março de 2016. Em entrevista para o Los Angeles Times, Dylan fala sobre o milagre que foi sua cirurgia de reconstrução facial, e como o novo filme foi o motivo que o fez sair do exílio. Confira:

Durante o ano passado, Dylan O’Brien esteve se escondendo. Ele passou a maior parte do seu tempo na sua casa Sherman Oaks, perguntando-se se ele iria ser a mesma pessoa que era antes do acidente. Não apenas emocionalmente, mas fisicamente também: Após grande cirurgia de reconstrução facial que o deixou com quatro peças de metal segurando um lado do seu rosto, ele tinha medo de nunca mais parecer como antes.

“É um milagre o que eles fizeram, ” diz O’Brien, colocando a mão na sua bochecha. Realmente, o time de médicos do ator devem ter feito um incrível trabalho, considerando o fato que ele parece quase exatamente como sempre pareceu – o galã adolescente que conquistou um exército de jovens fãs desde quando começou a trabalhar em Teen Wolf, na MTV, aos 18 anos.

Claro, ele tem 26 anos agora, então está um pouco mais forte e também tem um pouco de barba irregular no seu rosto. Ele teve confiança o suficiente que os produtores de American Assassin, que estreia mundialmente nesta sexta, se sentiram confiantes em escolher ele para o papel do herói de ação Mitch Rapp – mesmo que os leitores acreditavam que o personagem estava na casa dos 40 anos,nos best-sellers de Vince Flynn.

“O Assassino” é o motivo por que Dylan saiu do seu exílio. Ele assinou contrato com o filme apenas algumas semanas antes de começar a filmar Maze Runner: A Cura Mortal, o terceiro e último filme na franquia pós apocalíptica da 20th Century Fox. Ele estava desejando que American Assassin marcaria o início de uma nova fase na sua carreira. Em 2017, depois de seis temporadas, Teen Wolf chegaria ao fim, assim como Maze Runner.

“Eu nunca me imaginei como esse tipo de galã,” diz Dylan, colocando palavras mais coloridas em sua fala. “Eu sentia que eu era mais real que isso, então, eu ficava chateado quando as pessoas falavam [que ele era um galã adolescente]. Eu ficava tipo, ‘Tenho 19 anos! Im a stoner’ Eu realmente ressentia isso. ”

Ele estava tão animado para começar a trabalhar em O Assasino que lotou o diretor Michael Cuesta de ligações quando a produção começou em Vancouver, Canada, no último filme de Maze Runner. Juntos, eles discutiram como Dylan iria interpretar o personagem, um cara de 23 anos que foi recrutado pela CIA para caçar terroristas depois que ele presenciou a morte da sua namorada pelas mãos de mulçumanos radicais.

“Eu conversei com ele no sábado quando ele tinha começado a filmar Maze Runner, mostrando suas anotações e suas preocupações sobre o personagem,” Cuesta lembra. “Ele estava muito animado e parecia tipo ‘Yeah, estou pronto para fazer isso.’ Eu fiquei tipo, ‘Calma, cara. Vá com calma. Nós iremos conversar quando você terminar esse projeto.’ Aquilo aconteceu no sábado, na quarta recebi uma mensagem do meu agente me contando a coisa horrível que tinha acontecido com ele.”

No terceiro dia de produção no Canadá, Dylan estava atuando em uma cena de ação que era necessário ser amarrado no topo de um veículo em movimento, relatos dizem que no meio da cena ele acidentalmente foi empurrado do veículo e batido em outro. Como resultado, ele sofreu uma concussão, fraturas faciais e outros ferimentos, de acordo com o WorkSafeBC.

A Fox parou a produção até março de 2016, e Dylan voltou para o set no final do ano passado – depois de ter filmado O Assassino. O filme A Cura Mortal que originalmente estava marcado para estrear em fevereiro desse ano, agora está marcado para 26 de janeiro de 2018.

“Eu não realmente acordei ou já estava ciente, de certa forma, por seis ou oito semanas depois do que aconteceu. Eu apenas não era a mesma pessoa. As coisas acontecem com você depois de algo com isso que você não tem o mínimo controle sobre. Seu corpo foi feito para reagir de uma forma que te protege se você tiver um trauma severo no cérebro.”

O ator está sentado em um bar de hotel no final de agosto, falando sobre seu acidente publicamente pela primeira vez. Ele esteve antecipando esse dia por meses. Ele sabia como iria acontecer, encontrando jornalistas no Four Seasons em Beverly Hills, onde ele já havia dado entrevistas várias vezes. Mesmo o foco sendo American Assassin, ele sabia que teria que falar sobre o que aconteceu com ele.

Obviamente eu me escondi por um tempo longo. Eu estava passando por muita coisa e não queria que as pessoas me vissem passando por isso, eu acho,” ele explica. “Mas, eu cheguei em um estado onde estou bem para falar sobre isso. Eu tive que me acostumar com pessoas me perguntando o que aconteceu.”

De uma maneira, ele admite ter se arrependido de ter sido tão privado sobre o assunto, devido a quantidade de acidentes e mortes em sets recentemente. Mês, a dublê Joi Harris morreu enquanto estava pilotando uma moto no set de “Dead Pool 2.” Em julho, um dublê de The Walking Dead morreu quando caiu e sofreu lesões na cabeça. Atores se machucaram também: Tom Cruise quebrou seu tornozelo enquanto saltava de um prédio para outro no set de Missão Impossível 6, e a filmagem teve que ser parada em agosto. Nas filmagens de duas comédias diferentes nesse verão, Rebel wilson sofreu uma concussão e Ike Barinholtz caiu de uma alta plataforma, quebrando duas vértebras cervicais no seu pescoço.

“É muito desapontante, e eu acho que coisas como essas devem alertar a indústria,” diz O’Brien. “É muito fácil, algumas vezes, ficar confortável em um set e cair no pensamento que nada de ruim irá acontecer. Como ator, você confia nesses experts cegamente – se eles te falam que algo é seguro, você não examina isso completamente. Se você é jovem e inexperiente, é o que você é ensinado a fazer.”

Enquanto ele nunca sentiu que tinha uma arma apontada na sua cabeça, Dylan admitiu que se sente responsável por atuar em suas cenas de ação. Ele fica chateado quando algum dublê precisa substituir ele. Quando ele assiste um dos dois primeiros filmes da trilogia Maze Runner e percebe seu dublê na cena, ele fica irritado.

“Te incomoda,” ele explica. “Você vê e fica tipo, ‘Mas que -? Como as pessoas não percebem que não sou eu?

Mas ele sabia que teria que superar isso com American Assassin, ele teria que fazer suas cenas de ação com muito mais cuidado do que fazia antes. Quando ele decidiu continuar no projeto – e a empresa de produção do filme, CBS Films, concordou em esperar ele se recuperar totalmente- ele começou a treinar com o coordenador de ação Roger Yuan para se preparar para as cenas de combate do filme.

Sem surpresas, diz O’Brien, que havia paramédicos no set de filmagens pela empresa de seguro do filme que determinou o quanto ele poderia fazer logo depois do seu acidente. Mas, ele ainda estava animado para fazer suas próprias cenas de luta, então as ensaiou repetitivamente até o ponto de fazer a coreografia de olhos fechados. .

“Você só quer saber isso em uma medida que todos saibam o que estão fazendo naquele dia,” ele diz. “E então esse dia chega e alguém fala ‘Espere, podemos mudar isso?’ Você fala ‘Não.’ Coisas como essas, você tem que defender. Agora eu entendo mais que minha voz pode existir. Quando era mais novo eu queria agradar todo mundo e não ser um problema ou ser considerado uma diva. Eu cresci e percebi que você tem que se proteger e não há nada de errado nisso.”

Outras medidas foram tomadas na produção para que Dylan se sentisse mais seguro também: seu pai, foi contratado como operador de câmera para ficar por perto se seu filho precisasse dele. E “em dias que colocamos Dylan em alguma situação que poderia deixá-lo desconfortável, levamos mais tempo do que costumamos porque não queriamos apressar as coisas,” diz produtor Lorenzo di Bonaventura. “Nós tínhamos consciência de não colocar ele em situações que ele poderia ter uma reação adversa – uma cena de ação que poderia reativar alguma coisa.”

O’Brien também passou tempo se preparando mentalmente para seu retorno ao set, antes mesmo da produção começar, visitando um terapista duas vezes por semana. Foi assim que ele percebeu as similaridades que tem com Mitch Rapp, um personagem que tem problemas em controlar sua raiva por causa de um sério trauma.

“Eu me senti essa versão de mim naquela época que sempre tentava se esconder das pessoas,” ele diz. “Eu estava em um lugar muito escuro. Obviamente, eu não tive a mesma experiência que ele teve mas naquele verão quando eu estava me recuperando, eu estava passando por muitas coisas. Engraçado o suficiente, eu me senti tão conectado com o personagem e eu não sei como o interpretaria se isso não tivesse acontecido.”

No meio tempo, ainda tem que esperar para confirmar se American Assassin será o papel que levará O’Brien para o território de ator principal em papéis mais sérios. Seus fãs ainda estão vorazes: nas gravações em Roma, eles ficaram tão intensos que o ator teve que mudar para um hotel diferente.

“Eu vi alguns fãs do lado de fora depois e três mães que estavam lá me mostraram o dedo do meio,” diz Cuesta dando risada. “Elas me odeiam porque eu deixei o Dylan longe delas.”

Os produtores de O Assassino estão esperando que o filme tenha uma boa bilheteria neste final de semana para que seja possível virar uma nova franquia de ação. O’Brien sabia que isso era uma possibilidade e diz que ficaria feliz em interpretar Mitch Rapp outra vez. Ele também está querendo fazer algo menor – “achar os novos cineastas dessa geração e se arriscar com caras que não tem um currículo de 25 anos.” A ideia de atuar em um filme de super herói da Marvel, o faz estremecer.

“Parece um pouco demais,” ele fala. “Eu não acho que eu conseguiria aguentar ser aquela cara, a estrela que tem que ir em todos talk shows todos os anos. Te dá muita flexibilidade e liberdade em coisas que você quer fazer mas também ocupa muito o seu tempo. E apenas artisticamente, deve ser difícil continuar se caracterizar e ser o mesmo personagem várias e várias vezes o ano inteiro em vários filmes diferentes. Eu prefiro ter uma carreira e perfil menor, de certa maneira, mas ainda fazer coisas que significam algo para mim.

Ele está orgulhoso do seu trabalho em O Assassino, ele conta, mas quase não vê o projeto como um filme.

“Foi tudo mas, de uma certa maneira,” ele explica. “Olha, eu estava com raiva por um tempo muito longo. Mas, nessa situação não vai adiantar nada mesmo. Eu preciso processar o que aconteceu e superar, e eu consegui. Foi a pior coisa que aconteceu comigo mas me deu muito crescimento e conhecimento que eu não teria se não tivesse acontecido.”

Tradução: Equipe Dylan O’Brien Brasil

Confira fotos exclusivas do LA Times em nossa galeria:

Orgulho de Dylan O’Brien é o que não nos falta! Não percam O Assassino: O Primeiro Alvo que estreia dia 21 de setembro nos cinemas brasileiros, pela distribuidora e nossa parceira, Paris Filmes.