Cruzeiro x Palmeiras: Cruzeiro avança à final do Brasileirão Feminino; TV Brasil exibiu o duelo

Cruzeiro segura a pressão, perde por 2 a 1, mas carimba a vaga na final

Perdeu e comemorou. No jogo que decidiu a vaga no Independência, em Belo Horizonte, o Cruzeiro x Palmeiras da manhã de 31 de agosto de 2025 teve roteiro de semifinal: tensão, chances dos dois lados e muita estratégia. O Palmeiras venceu por 2 a 1, com gols de Amanda Gutierrez e Poliana, e Marília descontou para a Raposa. Só que a vantagem construída na ida — 3 a 1 em Barueri — fez a diferença. No placar agregado, 4 a 3 para o Cruzeiro e classificação para a final do Brasileirão Feminino.

O jogo começou com o cenário esperado. O Palmeiras precisava acelerar, pressionar a saída e encurtar o placar cedo. O Cruzeiro, por sua vez, protegeu o meio, baixou linhas quando necessário e buscou respirar nas transições. A ideia era simples: administrar o tempo e o relógio sem abrir mão da disputa física. A estratégia deu resultado por longos trechos, mesmo com o Verdão impondo volume.

O peso da ida foi enorme. Em Barueri, o Palmeiras tinha largado na frente com a cobrança de falta de Andressinha aos 37 minutos do primeiro tempo. Só que a virada celeste veio com intensidade na etapa final: Letícia Ferreira empatou aos 3, Vanessinha virou aos 8 e Gaby Soares ampliou aos 14. Aqueles 11 minutos perfeitos colocaram o Cruzeiro em uma posição confortável para o confronto em Belo Horizonte.

No Independência, a leitura era direta: o Palmeiras precisava de, no mínimo, dois gols de diferença para igualar a eliminatória. O time paulista foi agressivo, adiantou as linhas e empilhou cruzamentos. Quando achou o primeiro gol, manteve o plano, mas esbarrou na disciplina defensiva do Cruzeiro, que travou a área e diminuiu espaços entre zagueiras e volantes. O gol de Marília não só esfriou a pressão como devolveu o controle emocional ao time mineiro.

Mesmo com a derrota no jogo de volta, a sensação do lado celeste foi de missão cumprida. A equipe administrou o tempo, valorizou cada bola e soube sofrer quando precisou. Para o Palmeiras, fica a atuação competitiva e a resposta de um time que não se entregou, mas que pagou caro pela queda de rendimento no segundo tempo da ida. Em mata-mata, os 180 minutos cobram coerência.

  • Jogo de ida (Arena Barueri): Cruzeiro 3 x 1 Palmeiras — gols: Andressinha (PAL); Letícia Ferreira, Vanessinha e Gaby Soares (CRU)
  • Jogo de volta (Independência): Palmeiras 2 x 1 Cruzeiro — gols: Amanda Gutierrez e Poliana (PAL); Marília (CRU)
  • Agregado: Cruzeiro 4 x 3 Palmeiras

A classificação tem peso simbólico para o projeto do futebol feminino do Cruzeiro. A equipe mostra evolução coletiva, repertório nas transições ofensivas e força mental para competir em jogos grandes. O passo seguinte será enfrentar o vencedor da outra semifinal, com calendário e logística que devem apertar a preparação, mas a confiança vem justamente de uma eliminatória em que o time soube controlar diferentes cenários.

Horário, onde passou e bastidores da transmissão

Horário, onde passou e bastidores da transmissão

A volta em Belo Horizonte foi ao ar às 10h30 (de Brasília) deste domingo, com pré-jogo a partir das 10h. A TV Brasil transmitiu a partida para todo o país, com cobertura que privilegiou análise tática, entrevistas de campo e acompanhamento de bastidores. O jogo também esteve disponível nas plataformas digitais do canal, como WebTV e redes sociais, o que ampliou o alcance para quem acompanhou pelo celular.

Ter o confronto em TV aberta ajuda a explicar por que esse mata-mata ganhou tanta conversa nas manhãs de domingo. Janela clara, produto competitivo e uma semifinal com duas camisas pesadas criaram uma combinação rara: audiência espalhada pelo país e debate qualificado nas redes. Para o campeonato, é um sinal de amadurecimento. Para os clubes, é vitrine e argumento para fortalecer investimento, estrutura e base.

Agora o Cruzeiro vira a chave para a final, com poucos dias para recuperar a parte física e ajustar detalhes. A comissão técnica deve repetir a ideia que deu certo: compactação sem a bola, agressividade controlada no meio e decisões rápidas na última linha. Do outro lado, quem vier terá de lidar com um time que aprendeu a administrar vantagens e a competir no limite dos 180 minutos.

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